A Renovação Carismática Católica e a Bíblia
Análise Histórica
O Movimento Católico Pentecostal começou em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, na Universidade de Duquesne, dirigida pela fundação "Padres do Espírito Santo". Em 1966, dois professores leigos de teologia, de Duquesne, Ralph Kiefer e Bill Storey, começaram uma busca espiritual que os levou a ler os livros "A Cruz e o Punhal" de David Wilkerson e "Eles Falam em Outras Línguas" de John Sherril. Depois de ler estes livros, os dois homens começaram a procurar alguém na região de Pittsburgh, que tivessem recebido o batismo no Espírito Santo, com acompanhamento de línguas. Com o tempo e com a ajuda de um sacerdote da Igreja Episcopal entraram em contato com um grupo de oração liderado por presbiterianos. Neste grupo de oração pentacostal Kiefer e Storey foram batizados no Espírito Santo e falaram em línguas que nunca tinham aprendido.
Esses dois professores planejaram então um retiro de fim-de-semana para vários amigos, a fim de buscarem o derramamento do Espírito Santo na Igreja Católica. Cerca de vinte professores, estudantes formados e suas esposas reuniram-se durante o fim-de-semana, de 17 a 19 de fevereiro de 1967, em Pittsburgh, para a primeira reunião católica de oração em busca do Espírito Santo. Os participantes foram solicitados a ler os primeiros quatro capítulos de Atos e o livro "A Cruz e o Punhal". As reuniões se realizaram numa grande casa de retiro conhecida como "A Arca e a Pomba". Com o passar do tempo, este encontro foi apelidado de "o fim-de-semana de Duquesne".
Naquele final de semana, depois de um estudo intensivo do livro de Atos e de um dia devotado à oração e estudo, muitos dos participantes estavam ansiosos para buscar o batismo no Espírito Santo, mas uma festa de aniversário de um do padres estava programado para Sábado à noite. À medida que a festa começava, um senso de convicção e expectativa permeou o ambiente; logo, um estudante após o outro escapuliu da festa e subiu as escadas da capela para orar.
Coisas estranhas começaram a acontecer àqueles jovens, à medida que começaram a buscar do Senhor a plenitude pentecostal. Um estudante chamado David Mangan entrou na sala e foi de repente lançado por terra pelo Espírito Santo. Ele relatou a seguinte experiência:
"Gritei o mais forte que já gritara em minha vida, mas não derramei uma lágrima. De repente, Jesus Cristo era tão real e tão presente que eu podia senti-lo ao redor. Fui dominado por tal sentimento de amor que não posso descrevê-lo."
Mais tarde todo o grupo abandonou a festa lá em baixo e reuniu-se na capela para a primeira reunião de oração católica buscando o batismo no Espírito Santo. Patrícia Gallagher descreveu a reunião deste novo "cenáculo" assim:
"Naquela noite o Senhor levou todo o grupo para a capela. Orações emanavam de mim para que outros viessem conhecê-lo também. Minha antiga timidez para orar em voz alta foi-se completamente, à medida que o Espírito Santo falava através de mim. Os professores então impuseram as mãos sobre alguns dos estudantes, mas a maioria de nós recebeu o Batismo no Espírito enquanto estávamos ajoelhados diante do discernimento, profecia e sabedoria, mas o Dom mais importante foi o fruto do amor que uniu toda a comunidade. No Espírito do Senhor nós achamos uma unidade pela qual tentáramos há muito tempo alcançar por nossa força."
À medida que esses buscadores católicos oravam até alcançar o Pentecoste, muitas coisas semelhante às dos pentecostais clássicos começaram a ocorrer. Alguns riam incontrolavelmete "no Espírito", enquanto um jovem rolava pelo chão em êxtase. Gritar louvores ao Senhor, chorar e falar em línguas caracterizaram este início do movimento na Igreja Católica. Não é à toa que foram chamados de "Católicos Pentecostais" pelo público e imprensa, quando as notícias sobre os estranhos eventos em Pittsburgh se espalharam.
Da Universidade de Duquesne o movimento se espalhou para a Universidade de Notre Dame, em South Bend, Indiana. Este acontecimento veio depois da carta de Ralph Kiefer, que incitou o interesse de vários líderes entre os estudantes e professores que também estavam interessados na renovação espiritual da igreja. Depois de alguma investigação e cepticismo inicial, mais ou menos nove estudantes se reuniram no apartamento de Bert Ghezzi e foram batizados no Espírito Santo.
Eles, porém, não manifestaram nenhum dom espiritual evidente. Para solicitar ajuda, contataram Ray Bullard, um membro das Assembléias de Deus e presidente da Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno de South Bend. Ghezzi descreve como este grupo de intelectuais católicos receberam o dom de línguas.
"Fomos à casa de Ray na semana seguinte e nos reunimos em seu porão com onze ministros pentecostais de toda Indiana, acompanhados de suas esposas. Eles passaram a noite tentando persuadir-nos de que se tivéssemos sido batizados no Espírito Santo teríamos falado em línguas. Nós os deixamos cientes de que estávamos abertos para falar em línguas, mas ficamos firme em nossa convicção de que já fôramos batizados no Espírito, porque poderíamos ver isso em nossas vidas. O problema ficou resolvido porque nós estávamos querendo falar em outras línguas desde que isso não fosse visto como uma necessidade teológica para ser batizado no Espírito. A certa altura, dissemos que estávamos dispostos a fazer uma experiência, e um homem explicou-nos as implicações disto. Bem tarde daquela noite, lá embaixo, naquele porão, os irmãos nos alinharam em um lado do cômodo e os ministros se colocaram do outro lado. Então começaram a orar em línguas e a caminhar em nossa direção com as mãos estendidas. Antes de eles nos alcançarem, muitos de nós começaram a falar e cantar em línguas."
Depois de ficarem um tempo orando em línguas, Ghezzi diz que os amigos pentecostais perguntaram a eles quando deixariam a Igreja Católica e se juntaria a uma igreja pentecostal.
"Realmente a pergunta nos deixou um pouco chocados. Nossa resposta foi que não deixaríamos a Igreja Católica, pois o fato de sermos batizados no Espírito estava totalmente compatível com nossa crença na Igreja Católica. Asseguramos aos nossos amigos que tínhamos grande respeito por eles e que teríamos comunhão com eles, mas que permaneceríamos na Igreja Católica."
"Penso que é significativo o fato de que aqueles entre nós, que foram batizados no Espírito Santo naquela época, nunca pensaram em abandonar a Igreja Católica Romana".
"Nossos amigos pentecostais tinham visto católicos se juntarem a igrejas pentecostais quando foram batizados no Espírito, mas porque não fizemos isto, a renovação carismática católica se tornou possível".
Os eventos de Duquenese foram agora repetidos em Notre Dame – a capital intelectual do catolicismo americano. Os jornais dos campings logo começaram a publicar as inacreditáveis notícias do que estava acontecendo ali. Apesar de serem considerados por alguns como "fanáticos" e "extremistas", os novos pentecostais de Notre Dame incluíam vários respeitáveis professores de teologia e destacados estudantes que se tornaram líderes nacionais do movimento. A maioria deles estava na faixa dos vinte anos. Sob sua hábil e inspirada orientação, o movimento alastrou-se como fogo entre católicos nos Estados Unidos e posteriormente ao redor do mundo.
Por volta de 1974, o movimento abandonou o termo "pentecostal" por outro mais neutro: "carismático", para não ser confundido com os pentecostais mais antigos. Durante aquele ano, calcula-se que o número de grupos de oração da América tenha sido de 1.800 e no mundo todo de 2.400. O número de participantes ao redor do mundo foi estimado em 350.000. Entre esses calcula-se que 2.000 sacerdotes se juntaram ao movimento.
Uma característica bem peculiar da Igreja Católica é sua flexibilidade para assimilar novas tendências, sem dividir. Isto aconteceu com o Movimento Carismático Católico que alcançou seu ápice na década de 70, mas, com o tempo, a hierarquia católica começou a das algumas diretrizes ao movimento para que se tornasse mais católico. Entre essas diretrizes estava uma ênfase maior na participação da missa, eucaristia e na veneração à Maria. Apesar de não repudiarem explicitamente essas coisas, os católicos carismáticos tendiam a centralizar a pessoa de Jesus em detrimento ao culto a Maria e aos santos. Quando começaram a ser pressionados sobre isto, muitos carismáticos que já tinham contato com grupos pentecostais ou protestantes deixaram a Igreja Católica e se vincularam e esses grupos. A maioria, porém, aceitou docilmente as posições defendidas pelo papa e pela hierarquia, e assim o movimento esfriou-se e se tornou mais um departamento da Igreja Católica.1
1Walker, John e Outros: A Igreja do Século XX – A História Que Não Foi Contada, p. 80-87, Fundamentos Comercial e Editora Ltda, 1996, Limeira, SP
Brasil
No Brasil, o movimento carismático chegou em 1974, no Estado de São Paulo, através dos padres jesuítas, entre eles o padre Harold J. Rahm, e a cidade escolhida foi Campinas. A estratégia de começar o movimento carismático nessa cidade do interior de SP se prende ao fato de lá se concentrarem muitos missionários evangélicos norte-americanos, oferecendo assim ameaça às tradições católicas campineiras. De campinas a RCC se espalhou para todo o Brasil. O crescimento do movimento se deu rapidamente entre os católicos, apesar das restrições impostas pelo clero brasileiro que nunca simpatizou com a RCC. Na clandestinidade, o movimento praticamente tornou-se de leigos, e poucos padres apoiavam. Mesmo assim, após 25 anos, os carismáticos dizem ser hoje oito milhões no país e cinqüenta milhões em todo o mundo.
Objetivo da RCC
O atual objetivo desse movimento é o Ecumenismo, e para que esse objetivo fosse alcançado teve-se em mente atingir de modo específico os evangélicos pentecostais, e isto por duas razões:
1) Dentre os evangélicos, os pentecostais se demonstravam os mais arredios contra a pretensão de promover o ecumenismo, proposto pelo Concílo Vaticano II;
2) O interesse evangelístico do povo pentecostal afastando muitos católicos de sua grei. O crescimento fenomenal do povo pentecostal no Brasil causava terrível preocupação à liderança católica.
A RCC tem pois como objetivo segurar o católico dentro da sua própria Igreja, e restaurar suas práticas e crendices. Assim, a RCC não está interessada em trazer o povo a uma vida nova em Cristo, mas em torná-lo católico praticante, ter orgulho de ser católico.
O que traz a renovação bíblica?
Na Bíblia encontramos alguns exemplos de busca da renovação ou avivamento espiritual. No livro dos Reis (II Reis 22) temos o exemplo do rei Josias, foi o último dos reis justos dos reinos do sul, Judá. Aos dezesseis anos começou a invocar ao Senhor com toda a sinceridade (II Cr 34:3) e, como prova de seu amor e obediência a Deus, começou a destruir a idolatria (o culto a imagens e deuses) do meio do povo (II Cr 34:3-4). Restaurando o templo, foi encontrado o Livro da Lei, escrito por Moisés (II Cr 34:15). Surge uma nova postura do rei e do povo diante da Palavra de Deus, e todo o país experimentou uma renovação espiritual (II Cr 23:1-21).
Os resultados que encontramos na renovação espiritual do rei Josias são:
Assim a renovação espiritual do rei Josia observa princípios bíblicos, e não a tradição idólatra em que o povo e o reino se encontravam, não obstante o reino ser uma instituição estabelecida e ungida por Deus, e o princípio bíblico e espiritual para um verdadeiro avivamento é o arrependimento sincero de pecados. Sempre que há arrependimento verdadeiro, pecados específicos são reconhecidos, falsos mestres e irmãos são devidamente disciplinados, práticas pagãs e mundanas são abandonadas e os padrões de santidade são restaurados. Falar de renovação ou avivamento espiritual, sem incluir mudança de atitude, ou sem arrependimento, significa que não há propósito sadio e real de mudança no coração e na maneira de viver do povo.
Renovação Carismática
Neste aspecto a RCC está mais perecida com uma imitação do que venha a ser o avivamento bíblico. Na RCC não existe arrependimento de pecados, mas, sim, a tentativa de um "orgulho católico", "sou feliz por ser católico", etc. Em declaração de Kevin e Dotothy Ranaghan, no livro "Católicos Pentecostais", 1ª edição, de 1972 – Pindamonhangaba, SP, diz: "...as orações continuavam, porém em meio de um alegre bate papo. Um jovem casal permanecia de mãos dadas. Uma moça bebia coca-cola. Um homem oferecia um cigarro a alguém. Quando eles, em seguida iniciavam um cântico..." p.61 e 62. Desse breve relato, pode-se perceber que as reuniões daqueles católicos não possuíam nenhum elemento visível de uma busca por um avivamento real, mas permanecem na indiferença e com os seus antigos vícios e práticas. Isto é visível na maioria dos adeptos da RCC. Não há arrependimento, mudança de vida, libertação dos vícios, com raríssimas exceções. Trata-se de uma renovação de práticas e crendices do catolicismo popular, e não de renovação bíblica. Imagine o leitor o rei Josias e o povo de Judá: se ao invés do arrependimento real tivessem revigorado as práticas e crendices de sua época!
Na época de Esdras ocorreu algo de menor vulto, mas que levou o povo a se separar das mulheres pagãs para evitar a idolatria e fazer o povo a observar os mandamentos do Senhor (Ed 9 e10).
Já o derramamento do Espírito Santo na vida dos 120 discípulos que esperavam a promessa de Jesus, após receberem o poder, fez que se tornassem testemunhas de Jesus, e suas mensagens estão registradas na Bíblia, mensagens cristocêntricas. (At 1:8; 2:22-36; 3:13-26; 4:8-22 e 32-33, etc.)
Cristo no centro
Podemos observar isto com os primeiros católicos que receberam o batismo no Espírito Santo. Muitos deles deixaram o catolicismo, quando foram proibidos de permanecer glorificando só a Cristo, que é uma das funções do Espírito Santo (Jo 16:14). Interessante é analizarmos o depoimento dos primeiros católicos que receberam o batismo no Espírito Santo. No livro "Católicos Pentecostais" de Kevin e Dotothy Ranaghan diz: (grifo acrescentado)
O retorno ao cristocentrismo que aconteceu com a RCC alcançou seu ápice na década de 70.
Maria no centro
Infelizmente, com o tempo, a hierarquia católica conservadora e extremamente devotada a Maria, começou a dar novas diretrizes ao movimento, para que se tornasse mais católico. Entre essas diretrizes estava uma ênfases maior na participação da missa e eucaristia e na veneração de Maria.
Apesar de não repudiarem explicitamente essas coisas, os primeiros católicos carismáticos tendiam a centralizar tudo a pessoa de Jesus uma vez que o Espírito Santo os levava a isto, em detrimento do culto a Maria, aos santos e a outras práticas específicas do catolicismo. Quando começaram a ser pressionados sobre isto, muitos que realmente tinham experimentado o batismo com o Espírito Santo e conhecendo a sua função, deixaram a igreja católica e se vincularam a igrejas pentecostais. A maioria, porém, aceitou docilmente, tentando adaptar suas crenças às posições defendidas pelo papa e pela velha hierarquia, e assim o movimento esfriou-se espiritualmente e se tornou mero departamento da Igreja Católica. Muitos carismáticos hoje não adoram Maria, nem aos santos, não aceitam muitas práticas e crendices da Igreja Romana; outros acreditam que as práticas estranhas às Escrituras, que existem na Igreja Católica, paulatinamente poderão desaparecer, e outros ainda admitem os erros do catolicismo, mas por temerem uma cisma procurar conviver com a idolatria e esses erros.
O pior é que a RCC do Brasil está trazendo para os católicos as idéias mais conservadoras e as terríveis crenças do catolicismo popular, a ponto de não ser mais Jesus que batiza com o Espírito Santo, mas a virgem Maria, e assim vai...
A RCC é cristocêntrica ou mariocêntrica?
A) O que é cristocentrismo?
É ter Jesus Cristo como centro da fé, como a Bíblia Sagrada nos ensina; é ter a Jesus como único e suficiente Salvador, Mediador, Consolador (Jo 14:6; I Tm 2:5; Hb 7:25; 9:14-15).
B) O que é mariocentrismo?
É Ter Maria como centro da fé, como mediadora, consoladora, intercessora.
C) Existe cristão cristocêntrico e mariocêntrico?
Não, ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6:24); há um só Senhor (I Co 8:5-6); há um só Salvador (At 4:12); há um só Mediador (I Tm 2:5).
Na análise histórica da RCC fica claro que no início do movimento há um grande retorno ao cristocentrismo bíblico, ao passo que, com a ingerência dos bispos e autoridades católicas conservadoras, a RCC muda o rumo que o Espírito Santo quer dar a todo cristão que recebe sua presença, que é "glorificar a Jesus Cristo" e voltou para os dogmas romanos, especialmente o culto e devoção a Maria e às crendices do catolicismo popular.
O Mariocentrismo e a Mariolatria na RCC
No livro do padre Marcelo, intitulado "Aprendendo a dizer sim com Maria", editora vozes, Petrópolis, 1998, se diz: (grifo acrescentado)
"Maria... Em sua humildade, fidelidade e capacidade de amar, tornou-se divina" p.7
"Aqui veremos o que fazer para ter contato maior com a nossa Mãe, que em todos os momentos, por sua intercessão, nos guarda em seu coração e nos conduz a santidade." p.7
"... Maria é o refúgio para nós pecadores" p.10
Finalmente, na conclusão, padre Marcelo declara: "Maria é medianeira de todas as graças"... "Se ela é um canal que leva até seu Filho, é um meio, também, de se chegar a Deus." p.30
Nas missas de libertação no Santuário do Terço Bizantino, a estrela da RCC, pelo menos segundo a imprensa, padre Marcelo Mendonça Rossi, mostra como é seu culto, na procissão entre os fiéis. Carrega-se a imagem da Senhora Aparecida do Brasil na frente, depois uma grande cruz com a imagem de Cristo, e o Pe. Marcelo vem logo atrás benzendo as pessoas com o sinal da cruz usando o ostensório.
Em declaração na TV Bandeirantes, no dia 20 de dezembro de 1998, intitulado "Padre Marcelo – uma história de suceso", a mãe do padre Marcelo deu esta absurda declaração acerca de Maria: "os católicos não são órfãos porque possuem uma mãe". Certamente ela referia-se a Maria, mão de Jesus. Porém a Bíblia Sagrada no Evangelho de João diz: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." (Jo 14:16-18 e 26). Portanto, o cristão não é órfão, não pelo fato de ter Maria por mãe, mas sim, por ter o Espírito Santo de Deus, como Consolador conforme dizem as Escrituras Sagradas.
É comum também observar que os adeptos da RCC usam em seus automóveis não a figura de Cristo, mas o colante da imagem de Maria, além de muitas frases de conteúdo mariano, "Tudo por Jesus. Nada sem Maria."
Pode o Espírito Santo glorificar Maria ou os santos?
Jesus disse sobre o Espírito Santo: "Ele me glorificará porque receberá do que é meu..." (Jo 16:14). A Bíblia diz que a glória é devida só a Deus: "... a minha glória, pois, a outrem não darei..." (Is 42:8). Assim o Espírito Santo glorifica somente a Jesus Cristo, mas o "espírito" da RCC glorifica a Maria, mãe de Jesus. Vejamos o que a RCC diz nos seus testemunhos:
"O Espírito Santo tem preenchido cada parte da minha experiência religiosa... Descobri uma profunda devoção a Maria..." (Católicos Pentecostais, p. 92)
"Como muitos dos nossos amigos já descobriram, o Espírito Santo renovou nosso amor pela igreja... As devoções naturais, como as de Maria por exemplo, tornaram-se mais significativas (e eu era um dos que colocava Maria completamente fora de cena, anos atrás)." (Católicos Pentecostais, p. 114)
"Sem nenhuma emoção que acompanhasse o acontecimento, mas com grande calor no corpo e uma grande segurança, convidei todos os presentes para me acompanharem no Magnificat (cântico de Maria)" (Católicos Pentecostais, p. 121)
"Naquela reunião houve um duplo dom de Deus. A reunião tomou, daquele momento em diante um sabor nitidamente mariano. A oração, as discussões e as reflexões centralizavam-se em Maria como tipo de todos os cristãos, que cobertos e fortalecidos pelo Espírito de Deus, trazem Cristo ao mundo. Alguns de nós, que não somos chegados a devoção mariana excessiva, ficamos um pouco perturbados após aquela reunião. Ficávamos um pouco apreensivos pensando que o Espírito de Deus não ficaria muito satisfeito em ver que o centro de nossas atenções passava de Jesus Cristo para Maria. Ficamos confundidos e alegres ao mesmo tempo, ao descobrimos que o dia seguinte era uma das maiores festas marianas do ano, no calendário litúrgico... foi uma preparação dirigida pelo Espírito para a festa que se seguia..." (Católicos Pentecostais, p. 226)
Após analisarmos estes testemunhos de membros da RCC, perguntamos como pode o Espírito Santo de Deus induzida a uma forma errada de orar, quando a Bíblia inspirada por Ele nos diz que o Espírito Santo nos ensina a orar como convém (Rm 8:26-27)?
Harold J. Rahn é um jesuíta, veio dos EUA para o Brasil investido da incumbência de estimular aqui o desenvolvimento carismático católico. No seu livro "Sereis Batizados no Espírito", Rahn reconhece as "vantagens da renovação carismática" na "Nova apreciação da igreja, na liturgia, na eucaristia, de Maria." (p. 38). O jesuíta diz que a única devoção de Jesus na terra foi a sua devoção a Maria e essa "continua sendo a devoção de Jesus no céu" (p. 41). No cúmulo da idolatria, Rahn diz: "Aleluia a Maria..." (p. 196). Ora, ALELUIA, que quer dizer "Louvai a Deus", por seu próprio sentido, só pode ser atribuída a Deus.
Vejamos outras citações:
"Após meu batismo no Espírito Santo, senti uma necessidade muito clara de recitar o rosário... Nunca antes eu tivera tal sentimento do papel de Maria conduzindo-me à plenitude de Cristo e do Espírito... Eu oro realmente pelo papa na missa agora, e embora possa parecer ridículo, começo a orar a "Ave-Maria" quando dirijo meu carro e paro em um sinal de trânsito..." (A Renovação Carismática e a Experiência Irlandesa, de autoria de Thomas Flyunn, p. 92 e 93).
Não é Maria que nos conduz à plenitude de Cristo e do Espírito Santo. Jesus nos conduz à plenitude do Espírito, pois é Ele que batiza no Espírito, segundo João Batista (Mt 3:11). Quem conduz à plenitude de Cristo, por sua vez, é o Espírito Santo, acerca do qual Jesus disse: "Receberá do que é meu".
"A devoção a Maria tem sido reforçada pelo movimento carismático" (O Movimento Pentecostal na Igreja Católica, Frei E. D. O’Conner, p. 167). No livro de O’Conner se diz: "Certas pessoas, que sempre foram devotadas a ela (Maria), se regozijaram por verificar que o Espírito Santo a faz cada vez mais venerável. Muitos, cuja devoção tem sido branda, tornaram-se mais fervorosos, em alguns casos até ardorosos fiéis. Um casal, conta como o seu grupo de oração foi se reduzindo aos poucos até ficar apenas com mais um casal. Por último, em um dos cultos, os quatro se sentaram em silêncio durante uma hora, apenas ouvindo o que Deus poderia desejar falar. Depois resolveram cultivar a devoção à Maria" (A Confusão Carismática, apostila 17, da "Voz dos Mártires", Stanley Mawhinney, p. 4)
Os católicos carismáticos costumar citar um versículo fora do contexto e distorcido para dizer que o Espírito Santo glorifica a Maria. Vejamos o versículo e analisemos sua inconsistência:
"... e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e exclamou em voz alta: Bendita és tu entre as mulheres, é bendito é o fruto do teu ventre." (Lc 1:41-42)
Ora, neste versículo, quando Isabel estava cheia do Espírito e fez a exclamação a Maria, não a estava glorificando, mas estava profetizando ou revelando. O Espírito Santo revelou a Isabel quem estava no ventre de Maria. Então Isabel disse que Maria era uma mulher feliz ou bendita, por trazer Jesus em seu ventre. Anos antes disso, a profetiza Débora, cheia do Espírito profetizou a Jael: "Bendita entre todas as mulheres será Jael" (Juízes 5:24). Ora, neste caso, como no outro, houve apenas uma revelação de que aquelas pessoas seriam felizes por determinada realização de Deus.
Zacarias, cheio do Espírito Santo, profetizou para seu filho João Batista: "Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo: "... E tu menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos" (Lc 1:76). Aliás, sobre Maria ser bendita, vejamos o que Jesus disse: ""E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam." (Lc 11:27-28)
Jesus, na terra, rejeitou toda parceria a Maria. Da mesma forma o outro Consolador, o Espírito Santo, o seu substituto, rejeitará.
Vejamos ainda, o que diz a RCC:
"Era normal que a mãe (Maria) presidisse, fosse
madrinha desse batismo no Espírito Santo à igreja que no dia de Pentecostes
iniciava sua vida oficial sobre a terra... é ela a esposa do Espírito que
melhor que ninguém nos pode obter as suas graças e a renovação incessante do
Pentecostes para todos os membros do seu filho. Por isso, a justo título, é
chamada Mãe da Igreja". (Sereis Batizados no Espírito Santo, Harold Rahn,
p. 70)
Vemos aqui os seguintes erros:
A RCC começou com a leitura do livro protestante "A Cruz e o Punhal", de David Wilkerson, que aceitou que se citasse seu livro no livro "Católicos Pentecostais", no início da RCC. Vejamos agora o que diz David Wilkerson sobre isto tudo:
"Saí fora da Igreja Católica Romana, adoradora de ídolos. Ela idolatra inclusive a santa mãe de Jesus, Maria, a qual na Bíblia nunca vemos sendo adorada e muito menos sendo igualada a Deus" (Toca a trombeta em Sião, David Wilkerson, CPAD, p. 144)
O Espírito Santo veio para nos santificar
O Espírito Santo é santo. Ele é o responsável pelo afastamento do pecado e do mundo pelos cristãos (I Pd 1:2). Ele nos transforma à imagem de Cristo (II Co 3:18). Liberta do jugo do pecado (Rm 6:14-18) e de toda a obra da carne (Gl 5:19-23). Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8). Infelizmente não é isto que acontece com a RCC. Observe alguns testemunhos escritos por adeptos da RCC:
"As orações continuaram, porém, em meio a um alegre bate-papo. Um jovem casal permanecia de mãos dadas. Uma moça bebia coca-cola. Um homem oferecia cigarros a alguém. Quando eles, em seguida, iniciaram um cântico que dizia... Senti-me, eu mesma, sendo absorvida por aquilo" (Católicos Pentecostais, p. 61 e 62).
Observemos: "alegre bate-papo"; "jovem casal de mãos dadas"; "moça bebendo coca-cola; "oferecendo cigarros". Tudo numa cordial reunião de oração! Isso porventura inspira? Ajuda a comunhão com Deus?
"Com os avivamentos (protestantes), veio também uma ética individualista e simplista. A vida limpa é caracterizada por um "modo limpo" de viver, portanto, não fumando, não bebendo, não indo ao teatro ou outro divertimento... esse estilo de vida religiosa é belo, significativo, relevante. Mas não é essencial, nem desejável para o batismo no Espírito Santo, especialmente entre pessoas de diferentes contextos espirituais (no caso, os católicos) – Católicos Pentecostais.
Em outras palavras, na RCC, as pessoas não precisam viver vidas "limpas", santas, porém a Bíblia diz: "Sede santos, porque eu sou santo" (I Pe 1:16), "e o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo, em toda a vossa maneira de viver, e todo o vosso espírito, e alma e corpo, sejam conservados irrepreensíveis..." (I Ts 5:21), o nosso corpo é templo do Espírito Santo (I Co 6:17-20).
Condições de batismo no Espírito e a RCC
A Bíblia dá as condições do batismo no Espírito Santo: "Arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo.... e recebereis o Dom do Espírito Santo" (At 2:38).
A RCC, contrariando a Bíblia, diz que não é necessário arrependimento de pecados para receber o batismo no Espírito Santo: "Falando claro, poderíamos perguntar a nós mesmos: Quero entregar a minha vida a Cristo? Será que eu o amo? Esta pergunta é muito existencial, não SIGNIFICANDO QUE É UMA OCASIÃO DE CHORAR SOBRE OS ERROS PASSADOS" (Católicos Pentecostais, p. 271).
O Espírito Santo nos ensina a batizar os verdadeiros crentes no corpo de Cristo através da experiência da salvação. O batismo no corpo de Cristo é diferente do batismo no Espírito Santo, e diz respeito à experiência de salvação (I Co 12:13). A experiência de salvação ocorre quando a pessoa manifesta o arrependimento dos pecados, reconhecendo sua total incapacidade de contribuir na sua salvação, e, única e exclusivamente pela fé, aceita a Jesus Cristo como único e todo-suficiente Salvador. Neste momento, a pessoa recebe a salvação e de Deus recebe a certeza desta salvação. Para que alguém seja batizado no Espírito Santo necessita ter sido salvo anteriormente. A salvação é considerada prévia; no entanto muitos católicos carismáticos querem ser batizados no Espírito Santo sem passar pela experiência de salvação, o que é impossível.
A RCC fomenta a histeria coletiva, a gritaria,o fundamentalismo religioso com a extinção do pensamento ,a alucinação e o fanatismo.
Quando "oram " em linguas,estão em uma grande quantidade de pessoas,com gritarias de um louco na frente,o choro o ambiente carregado de uma pseudo emoção e isso contagia a maioria das pessoas.Na Igreja universal o mesmo dom de linguas é atribuido ao demônio,os espírtas atribuem a entidades desencarnadas,o candomblé as línguas vêm de exus etc..sempre a mesma xenoglossia.A parapsicologia e a psicologia têm autoridade científica sim e já demonstrou que isso é um contágio psíquico.
Aliena as pessoas a maioria de mente fraca com uma tática nazista de lavagem cerebral.Vende livros ensinando a "falar" em línguas,insiste neste dom que apenas significava ser compreendido e passar uma mensagem sem enrolar a língua e gritar feito um débil mental irracional.
São Paulo quando pede para não se falar em línguas queria dizer para que os estrangeiros que
freqüentavam a comunidade de Corinto,falassem no mesmo idioma para não haver confusão,mas esses fundamentalistas comparáveis aos fanáticos muçulmanos interpretam a Bíblia ao pé da letra,acreditam em curas mágicas atribui tudo a milagres e ficam gritando com a Bíblia na mão como verdadeiros crentes petencostais.É preciso uma atitude firme da Igreja Católica para coibir essa seita que está crescendo e se torna tão perigosa.Eles condenam a ciência e tudo do mundo.
Fazem um culto louco a santos e imagens,adoram usar camisetas com imagens sacras,cruzes penduradas no pescoço gigantescas,exaltando a imagem de Cristo sofrendo.
Cultuam um ambiente sobrenatural de aparições de santos,vivem dizendo que recebem revelações e prometem falsas curas com histeria coletiva.Muitas pessoas já adoeceram ou morreram pois haviam sido "curadas" por carismáticos.Em Caçapava/SP a RCC está proibida de exercer suas atividades.Porque são falsos profetas.
Eles pregam uma edificação egoísta,se lixando para os problemas e males da sociedade,ao contrário da Teologia da Libertação.Se julgam os escolhidos e os especiais.Como não tem argumentos racionais e apelam sempre para a interpretação fundamentalista da Bíblia,fogem de um debate com argumentos.
Poucos membros da RCC admitem que há histeria coletiva e excessos.Mas a maioria esmagadora vive em um puritanismo da Idade Média(ou pior)num estilo de vida pseudo santo.
Em São José dos Campos há um vereador chamado Cristovão Buarque ,do PSDB(tinha que ser)que usa esta seita católica para se promover e fazer leis absurdas como proibir outdoors com mulheres de biquini.Tudo isto é lamentável.